Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Logotipo para os Direitos Humanos

 

 

"Vemos símbolos para tanta coisa. Todos conhecemos os símbolos da Paz e do Amor; e se símbolos são uma forma de comunicar aquilo a que damos grande valor, então já é tempo que haja um para os Direitos Humanos."

Excerto da alocução de Ann Curry na cerimónia do reconhecimento oficial do Logotipo dos Direitos Humanos pela Human Rights Logo Initiative - trad. livre

 

 

E o vencedor é... 

 

 

 

É bem verdade que a comunicação entre pessoas/povos é grandemente facilitada pela utilização de símbolos universalmente reconhecidos, ou reconhecíveis e isso é verdade quer para coisas agradáveis quer para o seu oposto. Também não causa estranheza que a divulgação massiça de certos símbolos contribui para a divulgação das ideias que lhe são subjacentes.

 

Esta foi uma das razões chave que levaram à criação da Iniciativa para o Logo dos Direitos Humanos. O seu objectivo era que se criasse um

 

logotipo para os DH "pelas pessoas, para as pessoas". Assim, organizaram um concurso aberto aberto  a todos para a submissão de desenhos (com discussão pública), sendo que, após uma selecção preliminar, caberia aos cidadãos deste planeta azul, através da Internet, votar naquele que considerassem melhor representar a ideia dos DH.

 

Escusado será dizer que tudo isto não foi isento de polémicas, especialmente no seio da comunidade de concorrentes...

 

No entanto, lá se votou e se encontrou o vencedor do concurso.

O logo é considerado um produto Open Source e pode ser utilizado livremente para a promoção e proteção dos Direitos Humanos. A sua utilização comercial está sujeita à obrigação de não comprometer direitos de terceiros.

 

Para  informações e downloads vá ao site http://www.humanrightslogo.net/ 

 

Veja também este vídeo sobre a Iniciativa HRL http://www.youtube.com/watch?v=xmelFhTPy48
publicado por Cristina Mouta às 12:45
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

10 de Dezembro - Dia dos Direitos Humanos

Hoje é o Dia dos Direitos do Homem.

Faz 61 anos que a Declaração Universal dos Direitos do Homem foi assinada pelas Nações Unidas.

 

Para termos a ideia do que é negar o outro e os seus direitos, façamos o exercício de nos colocarmos como o personagem principal numa destas histórias:

 

Pense que é escravo e, claro, os seus filhos também; que pode ser torturado e morto  por causa da sua religião, ou mesmo sem motivo nenhum; que pode ser violado a qualquer hora do dia ou da noite, sem esperança de justiça, só porque é mulher; imagine que é uma criança e que é vendido para os circuitos de tráfico sexual, ou integrada no exército, na frente da batalha.

 

Não vou falar de todas as situações, claro, apesar de merecerem ser gritadas aos 4 ventos. Mas vou ainda referir estes:

 

Aqueles que permite que eu possa escrever este post.

Que permitem que eu vá a uma biblioteca, física ou digital, e aprenda mais sobre Direitos Humanos...

Que permitem que eu investigue a História da minha região.

Que permitem que eu verifique registos e que seja obrigatória a transparência fazendo com que não seja fácil "apagar" a vida de alguém, ou os seus bens.

 

Da liberdade de expressão e de informação é feita a nossa profissão.

Esta liberdade é sempre respeitada? Pausa para a gargalhada...

 

E, já agora, pausa para o minuto de silêncio pelos que sofreram e ainda sofrem horrores por a terem defendido.

Bem hajam.

Porque continua a haver quem não se curve. Se esse é o preço da voz, lembremo-nos que o preço do silêncio também é alto.

 

 

 

publicado por Cristina Mouta às 11:48
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Um dos maiores perigos do mundo

A nossa vida conhece algumas condições de tipo E.L.E. ( Extinction Level Event - traduzindo a esmo, acontecimento de tal magnitude que provoca extinção). Uma delas é a ignorância.

E se ela "junta os trapinhos" com o medo...

UAU! Aí temos MESMO formas de ultrapassar o trauma do imenso aborrecimento de lidar com uma vida digna e preenchida positivamente.

Mas eu prefiro uma vida cheia e digna. Uma vida dura de escolhas (sim, termos de fazer escolhas e responsabilizarmo-nos por elas é mesmo duro...).

Muitos dos que detêm nas mãos os destinos deste mundo preferem-nos na mesma condição que eles: com medo e na ignorância. Mas como são eles quem detem o poder coactivo nas mãos, a balança parece sempre dar-lhes mais capacidade de se aguentar. Será mesmo?

Eu não acho. Nós não somos robots. No nosso projecto esse nao foi um item do caderno de encargos. Pelo contrário...

Não repararam que há sempre uma luz ao fundo do túnel humano a espalhar-se?...

Não se espalha ela também pelas pareds, pelas páginas de um bloco de notas solto ao vento?...

 

Porque pensam que os "mandões" têm tanto medo?...

Vejam isto...

 

 

publicado por Cristina Mouta às 11:45
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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

As Olimpíadas vermelhas



Estas Olimpíadas de Pequim são vermelhas não porque é essa a côr da bandeira chinesa.

São vermelhas por causa do sangue que corre pelas ruas e esgotos das prisões, por todo o Tibete.

E também por Myanmar. Sim, na Birmânia, onde os resistentes ao regime de Than Shwe, apoiado pelas armas e dinheiro chineses, são massacrados e que na clandestinidade celebram este ano a 08/08 o 20º aniversário de um levantamento popular onde morreram milhares de pessoas.

E que o regime de Pequim também quer manter na sombra, tal como o seu apoio à tragédia em Darfour, mais vermelho derramado.

 

Mas também são vermelhas pela vergonha que deviam sentir os membros do COI (Comité Olímpico Internacional) por terem compactuado com esta situação insustentável de desrespeito pelos direitos humanos.

O ideal Olímpico passa pelo respeito pelos direitos humanos, o COI deixou claro ao mundo que apenas entregava a Pequim a organização das Olimpíadas de 2008 se a questão dos direitos humanos fosse resolvida (como se alguém fosse tão inocente a ponto de acreditar que isso fosse suceder... o dinheiro fala mesmo muito alto...). E não foi... ou melhor, foi. Brutalmente "resolvida"...


Ilustro este post com o 1º prémio do X Porto Cartoon World Festival, cujo tema é os direitos humanos.

Título: A Chama Olímpica

Autor: Augusto Cid





 

Quanto aos atletas portugueses que participam, desejo as maiores felicidades.

Mas também eu não vou ver estas Olimpíadas!

publicado por Cristina Mouta às 09:00
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