Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Estou de volta... Sabe bemmmmm!

Tenho de me desculpar perante quem gostava de vir aqui ler os meus escritos. Mas acho que, acima de tudo tenho de me pedir desculpa a mim própria por não ter passado por cá mais vezes nos últimos tempos. É que é tão bom estar de volta...

 

As férias onde já vão... mas chamo-as aqui para comentar uma situação específica.

Um dos sítios por onde passei foi Dornes, em Ferreira do Zêzere. Lindo!

Claro que o grupinho, querendo FUGIR dos desastres do dia-a-dia do trabalho em frente a um écran, decidiu passar aqueles dias acampado, e sem mais tecnologia do que o nº de carros indispensável e os telemóveis (e esses só para contactos com a família, ou para darmos uns com os outros no meio da serra).

 

Como tantas vezes acontece, o trabalho chega-nos ao colo, mesmo assim. Uma colega teve de preparar um documento, com urgência, que alguém ia precisar e buscar; e tinha de ser em papel. Azar! Trabalhar em férias e, ainda por cima, sem o material à mão. Mas há o e-mail! Ela tinha o material todo na sua conta de webmail. Só não podia aceder-lhe: sem portátil e sem telemóvel com net...

 

Ferreira do Zêzere tem biblioteca pública, pode-se ir ver se nos deixam usar os seus serviços - afinal, é uma emergência do teu trabalho, não somos de cá, mas estamos aqui em férias...

 

 

O atendimento foi simpático, a duas velocidades (ora sim, ora se calhar é sopas), mas correu tudo muito bem. Até o funcionário na recepção ver o que saíu na impressão.

 

Passou logo ao modo "sou bruto e estás com sorte". É uma pena as pessoas não entenderem que há trabalhos que têm como resultado final folhas coloridas, com planetas, símbolos estranhos, fórmulas a passear pela página.

 

E outra coisa que eu queria aqui deixar como mote para pensarmos, é que, quer o documento fosse para um trabalho preliminar de professores de físico-química, quer para documentação a entregar a crianças num workshop de férias de astronomia numa organização local, quer fosse para uma consulta de astrologia, o seu valor é o mesmo.

 

Fazer distinção entre o significado e o valor desses documentos, só por causa da imagem que temos do tema, é puro preconceito intelectual, que nao deve ter lugar numa Biblioteca.

 

Espero que tenha sido só um dia menos bom, e que não seja essa a realidade do resto das bibliotecas públicas do país...

Sim, ok... sou crente... mas era bom...

 

publicado por Cristina Mouta às 14:24
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