Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Comentário ao debate sobre o professor-bibliotecário no Bibvirtual



O debate sobre o professor-bibliotecário no Bibvirtual tem sido muito interessante de seguir.

Ainda pensei que alguém mais habilitado do que eu nestas coisas das Bibliotecas Escolares acabasse por ter umas ideias parecidas com as minhas.


Isso não aconteceu, ou porque quem segue o debate não se lembrou, ou porque "os mais habilitados" não encaram este ponto de vista como aceitável.


Seja como fôr, vou aqui deixar alguns dos meus pontos de vista sobre esse assunto, sob a forma do meu comentário ao post publicado pelo Dr. António Regedor no blog Bibvirtual, sob o título "Continua o debate Professor-Bibliotecário", a 20/12/2009, URL: bibvirtual.blogs.sapo.pt/.

 

Aqui vai:


 

Pergunto-me o que aconteceria se alguma vez se tivesse posto a questão do Médico-Bibliotecário por ser alguém que conhece bem as questões com que se debate a profissão, as suas necessidades e a burocracia própria ligada ao meio hospitalar...
Suponho que, no mínimo, havia bombas atiradas pela Ordem dos Médicos.

Com certeza vêem a similitude de situações. Eu não tenho dúvidas de que haverá professores que cumprem a missão de bibliotecário muito melhor do que alguns profissionais do sector. O que é pena é dar-me conta de que todas essas pessoas, provavelmente, erraram a profissão.

Os médicos tiveram a sorte de os deixarem fazer o que eles querem e gostam de fazer. O mesmo se passa noutros sectores de actividade.

E se deixassem os professores SER PROFESSORES?

Porque é que lhes atiram para cima com uma imensa série de tarefas e funções que não são leccionar, incluindo ser o bibliotecário da escola? E porque é que ninguém está contra esta realidade, que só os desmerece?

Para aprender quais são os problemas e como se mover nos meandros da Educação, há a partilha de informação. É assim que o bibliotecário de um hospital trabalha (isto para usar o exemplo acima).

Os professores são os primeiros interessados em ter um centro de I&D com aquilo que precisam em cada caso a funcionar decentemente. Tal como acontece com profissionais de outras áreas em cujo local de trabalho existe um centro de documentação, biblioteca, arquivo etc., gerido por um profissional de informação.

Eu até acho bem que se aproveitem as infraestruturas de redes de informação existentes e mal usadas. Mas isso não pode ser desculpa para se continuar a tercerizar os agentes de desenvolvimento das BE's dentre a população docente, numa espécie de "voluntariado à força".

Termino que o comentário já vai longo.
E, já agora, vou também postá-lo no meu blog, com a devida menção da sua natureza.

Obrigada por terem lido.

publicado por Cristina Mouta às 02:31
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